O Desenvolvimento da Telefonia IP

24/03/2009 14:48:29

O mercado de telefonia sobre protocolo de Internet (VoIP), disputado no País por Tellfree, GVT e Transit Telecom, aproveita a crise financeira global que atinge todos os setores da economia, e se prepara para crescer 48% no próximo ano, de acordo com estudo realizado pela consultoria americana Frost & Sullivan, especializada em telecomunicações.

            A alta do setor será puxada pela busca do mercado por soluções que reduzam os custos em comunicação nas empresas e pela melhor qualidade de Internet banda larga brasileira, que vem passando por um processo de grande discussão entre a iniciativa privada e o governo para a massificação do serviço.

           Raphael Barone, analista de pesquisa da Frost & Sullivan, explica que a tendência do VoIP é crescer cada vez mais, não apenas pelo cenário de crise, que com certeza atrairá empresas interessadas em reduzir custos, mas também peola qualidade do serviço, que depois de anos, conquistou a confiança das companhias. "O mercado de VoIP no Brasil representa apenas 0,5% de todo o mercado de telefonia. Existe um grande potencial a ser explorado", contou Barone.

           A tecnologia VoIP pode reduzir em até 80% os custos com transferência de dados e voz de uma companhia, já que minimiza o caminho de uma ligação convencional. "Pode funcionar como um telefone comum. Temos aparelhos telefônicos que já vem com um adaptador interno, que converte o dado de voz para protocolo de Internet", explicou Daniel Duarte, presidente da Tellfree, empresa que faturou, em 2007, R$ 7 milhões e projeta encerrar este ano com faturamento entre R$ 11 milhões e R$ 14 milhões.

            O executivo acredita na possibilidade de crescimento do setor em meio à crise. "Estamos apostando e investindo neste bom momento (de crise) para o VoIP. Com certeza vamos colher esses frutos em 2009" disse Duarte.

            A Tellfree somou R$ 8 milhões ao seu caixa no terceiro trimestre deste ano para iniciar 2009 capitalizada, além de reforçar as operações da companhia. O dinheiro veio do aporte do empresário Adriano Ometto nos negócios da empresa, que em outubro comprou 60% das ações da holding que controla a Tellfree. Duarte acredita que a entrada do novo acionista é positiva para o grupo, pois deve garantir os investimentos necessários para sustentar o crescimento dos próximos anos.

Veículo: Jornal DCI